Parque Tecnológico da Bahia incorpora tecnologia ao meio ambiente

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Previsto para ser localizado numa área de um milhão de m2 na Av. Paralela, o Tecnovia - Parque Tecnológico da Bahia, será um ambiente onde a alta tecnologia e setores de ponta poderão se desenvolver de forma adequada. O empreendimento está sendo projetado para acomodar empresas intensivas em conhecimento de classe mundial, prioritariamente nas áreas de biotecnologia, energia e tecnologia da informação e comunicação, e terá foco na integração entre a tecnologia e o meio ambiente. O projeto do parque foi apresentado nesta segunda-feira pelo seu gerente executivo, Marcos Lima, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). O evento também contou com a participação da diretora adjunta do Serviço de Valorização da Universidade de Nice - Sophia Antipolis (França), Nadine Merchandé, que apresentou experiências de sucesso na articulação entre Universidades e empresas na França, e do coordenador de projetos da Fundação Certi, Leandro Carioni, destacando o caso dos parques tecnológicos de Florianópolis. Segundo o diretor geral da Fapesb, Alexandre Pauperio, a consolidação de um parque tecnológico costuma demorar de 10 a 20 anos. "O importante é que este projeto seja construído de forma bastante conseqüente e responsável, tomando todos os cuidados e aprendendo com a experiência de outros lugares", declarou. Pauperio também destaca o fato do Tecnovia estar planejado para ser um ambiente de interação interinstitucional. "Existem experiências de parques centrados apenas nas Universidades ou nas empresas. Não foi a opção que fizemos. Pelas características da Bahia, escolhemos um modelo como é a grande maioria dos parques no mundo, que reúnem a participação de empresas, governo e academia". O parque tecnológico da Bahia deverá ter sua primeira fase concluída em 2007, quando contará com um Tecnocentro, Virtuarium e vias de acesso e circulação interna, além de prédios empresariais de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). O Tecnocentro será um ambiente de estímulo a projetos de pesquisa cooperativa entre Universidades e empresas. Contará com um prédio de 12 mil m² que abrigará uma incubadora de empresas, um escritório de serviços legais, um centro de pesquisas inter-universitário e estruturas de apoio com auditório, cafeteria e salas de reunião. Um dos grandes atrativos para jovens estudantes, turistas e investidores potenciais será o Virtuarium, um prédio esférico de 300 lugares que terá apresentações multimidiáticas de 360º de alta definição. Além disso, o Tecnovia contará com equipamentos de lazer e prática de esportes como pistas de cooper, trilhas ecológicas e ciclovias. Para o presidente da Fieb, Jorge Lins Freire, o Tecnovia "é uma iniciativa ambiciosa, destinada a servir como um laboratório vivo para atrair, criar e desenvolver empreendimentos que promovam a geração de tecnologias inovadoras". Freire ressaltou que outros parceiros como o Sebrae e o sistema universitário contribuirão com a chegada de empresas para o parque, "que será uma referência nacional e internacional". O parque está com seus estudos de impacto ambiental, social, jurídico e de viabilidade em fase de conclusão e logo terá seu projeto arquitetônico. Na sua apresentação, Marcos Lima destacou o caráter eco eficiente do Tecnovia. "As 700 experiências de parque tecnológico no mundo mostram que, na sociedade do conhecimento, a atração de investimentos não se dá pelo modelo de distritos industriais da década de 70. Ao contrário do padrão de produção em massa, ele vai ser de pequena escala produtiva, porém intensiva em conhecimento e terá ênfase na geração de empregos de alto valor agregado". Lima acrescentou que o Tecnovia não abrigará nenhum tipo de atividade poluidora e terá conceito na valorização da biodiversidade da Mata Atlântica local. O projeto do Parque Tecnológico da Bahia é uma ação do Governo do Estado, através da Secti e Fapesb, em parceria com a Fieb, a Prefeitura Municipal de Salvador, o MCT, a Finep, o Sebrae e Universidades baianas. O Tecnovia já conta com recursos de R$ 15 milhões para sua infra-estrutura garantidos por uma emenda da bancada baiana no Congresso Nacional. Além disso, o terreno de 200 mil m2 disponível para a primeira fase do parque possui o valor estimado de R$ 20 milhões e estão previstos outros R$ 90 milhões de investimentos do Estado e da Federação nos próximos três anos.

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