FAT promove Jornada Acadêmica e traz o diretor de Jornalismo da TV Subaé para palestrar aos alunos de Comunicação


            Nos dias 11, 12 e 13 de novembro, a Faculdade Anísio Teixeira promoveu a IV edição da Jornada Acadêmica, evento anual de caráter multidisciplinar que aspira por apresentar e discutir junto às mais diversas comunidades acadêmicas locais temas relevantes para o desenvolvimento sustentável de Feira de Santana e região circunvizinha.

O primeiro dia agregou todos os cursos no auditório do Spazio, com palestra sobre Desenvolvimento Sustentável, proferida por Vanja Moraes, representante do Instituto de Gestão das Águas e Clima - INGÁ.

Nos dias seguintes, as palestras, oficinas e minicursos ocorreram simultaneamente no prédio central da faculdade, no Spaziopara eventos e no prédio Rosilda Dantas, onde estão instalados os laboratórios da instituição. Em cada curso foram exploradas, dentro da perspectiva do evento, as potencialidades dos alunos para se analisarem questões concernentes à busca pelo desenvolvimento, que deve estar associado à sustentabilidade.

No segundo dia do evento, as turmas de Jornalismo do 4º e 6º semestres, com  o apoio das professoras Nadya Argollo e Marly Caldas, sendo esta coordenadora dos cursos de Comunicação Social, a palestra foi feita por Marcílio Costa, diretor de Jornalismo da TV Subaé. Dentre os assuntos abordados, Marcílio aprofundou-se na questão da tecnologia no desenvolver do trabalho da comunicação, assim como sobre as transformações por que a TV Subaé tem  passado para se adaptar aos sistemas de tecnologia digital.

Exemplo dessas transformações, segundo Marcílio, é a própria ilha de edição da emissora, para a qual, assim como para as demais estruturas, foram criados mecanismos que são estratégias para facilitar o trabalho na hora em que imprevistos acontecem. “Cinegrafistas, editores e repórteres foram treinados pelo pessoal da Sony, tudo para que os profissionais acompanhem o ritmo e o nível de desenvolvimento tecnológico da empresa”, diz Marcílio, e acrescenta: “Na parte da tecnologia, estamos andando a passos largos”. Outrossim: salientou que muitos funcionários correram risco de perder seus empregos por não terem acompanhado a evolução tecnológica e seu necessário manuseio, apesar dos cursos oferecidos pela TV, ao longo da busca pela informatização do trabalho.

Ainda quanto à ilha de edição da TV Subaé, os computadores individuais de trabalho lhe são todos interligados, o que permite ao editor acessar materiais armazenados na estrutura, além de outros profissionais também poderem ter acesso a um mesmo material e produzir diferentes edições, mantendo contudo a inviolabilidade do trabalho original.

No tocante aos avanços que a tecnologia proporcionou ao jornalismo de forma geral, Marcílio conta que se  contratava uma pessoa apenas para carregar a mala com equipamentos pesados, grandes fitas... Hoje, no entanto, a imagem pode ser gerada não apenas por satélite, mas também via internet (o que, pelo peso dos documentos, implica a necessidade de contato e manuseio do profissional com a informática, para ordenamento dos documentos em tamanhos menores que facilitem seu envio). Citou para a turma, como exemplo de profissional que utiliza com desvelo essa realidade, o jornalista Roberto Bournier, por ser um dos primeiros a produzir matérias internacionais utilizando-se dos recursos da Internet, nos quais faz suas próprias edições. Ressaltou também a redução de custos que essa utilização possibilita (até 90%, comparados aos gastos comuns de uma produção internacional de notícias).

Em sua argumentação sobre as consequências geradas pelo avanço tecnológico,  Marcílio afirmou que outra mudança marcante está na transformação do formato da linha editorial da Rede Globo, que tem desconstruído o formalismo padronizado que a caracterizou por muito tempo. Hoje seus apresentadores de telejornais não são apenas leitores de papel com informação: envolvem-se com a produção da notícia.   

Outra possibilidade tecnológica comentada pelo profissional é o uso de imagens feitas a partir de um aparelho celular. Marcílio comenta que a qualidade pode não ser a ideal, mas que existem a força e a latência das imagens, atributos que têm sido muito bem aproveitados por sua equipe.

Os alunos fizeram anotações e fotografias para elaborarem trabalhos interdisciplinares referentes à Jornada. Questionaram, apresentaram exemplos condizentes com o assunto que estava sendo apresentado e, dentre as interrogações apresentadas, muitas foram a respeito da atuação do próprio Marcílio dentro da TV Subaé, ou sobre os seus parâmetros e os da empresa para a contratação de novos profissionais de comunicação. Ele foi contundente ao comentar que, embora a TV desenvolva um encantamento maior, ela não é tudo no jornalismo, e contou como todos em sua equipe vibram como se tivessem colocado a cara no ar, a cada matéria veiculada.

Sua máxima para os comunicólogos presentes foi: “Tem que mostrar serviço; tem que ser visto; isso será o diferencial. A ferramenta fundamental só a gente pode construir”. A coordenadora Marly Caldas fez os agradecimentos devidos, comentou o quanto a palestra fora proveitosa e salientou que as portas da instituição estarão sempre abertas às visitas do referendado profissional.

 

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