Virtualização: Uma alternativa viável para consolidar servidores em plataformas diferentes

Fábio Barreto

Virtualização é a capacidade de rodar em uma mesma maquina física  diferentes estruturas lógicas de sistemas operacionais. A virtualização embora seja uma palavra muito ouvida nos dias atuais não é um conceito novo, embora sua origem remeta aos ambientes de mainframes, computadores servidores da década de 60 e 70 onde se trabalhavam com terminais burros. Lógico que o modelo de virtualização utilizado nos dias atuais está longe de ser uma tecnologia anacrônica ou ultrapassada.

A cada dia novos hardwares de servidores são fabricados utilizando tecnologias ainda mais velozes, já estamos ultrapassando grandes barreiras quando falamos em arquiteturas computacionais modernas, de acordo com  IDC a virtualização está a caminho de se tornar uma prática “padrão” nos servidores atuais, das empresas que estão diretamente ligadas ao rankingdas 1.000 mil maiores do mundo mais de 40% utilizam tecnologia de virtualição em seus servidores.

De carona na onda da consolidação de servidores, a vitualização é um conceito que começou a chamar a atenção das empresas há cerca de cinco anos. Até então, era uma prática comum entre as empresas - como ainda é, em muitos casos - utilizar servidores separados para hospedar aplicações críticas, como servidores de e-mail, bancos de dados e softwares de gestão.

Um fato importante deve ser observado o problema deste modelo centralizado é que ele aproveita mal os recursos das máquinas - em média, os servidores utilizam somente de 5% a 10% da sua capacidade, segundo estimativa da empresa de software para virtualização VMware.

Com o objetivo de reduzir os custos de administração e manutenção  dos diversos servidores e centralizar o trabalho dos gerentes de tecnologia, as empresas apostaram em um novo conceito: utilizar equipamentos mais robustos, com mais recursos de processamento e espaço em disco, para hospedar as diversas aplicações da companhia, prática batizada de consolidação de servidores.

Claro que apesar dos ganhos em administração, energia e espaço, este modelo trazia uma desvantagem fundamental em relação à infra-estrutura descentralizada: se todas as aplicações da sua empresa rodam sobre um único hardware, isso significa que se ele quebrar, tudo pára. Além disso, as aplicações de uma empresa nem sempre rodam sobre a mesma plataforma; muitas vezes exigem sistemas operacionais diferentes ou mesmo versões distintas de um mesmo sistema.

 

Prof. Fábio Barreto
Professor do curso Redes de Computadores e Sistemas de Internet, da Faculdade Anísio Teixeira.

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