Lula sinaliza que Haddad "fica" no Ministério da Educação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou hoje a manutenção de Fernando Haddad no Ministério da Educação. Com isso, Haddad seria o primeiro nome a ser confirmado por Lula na equipe ministerial do segundo mandato petista. ´Vou denominar hoje o dia do Fico para o Fernando Hadadd´, disse Lula hoje indicando a continuidade de Haddad na Educação. Ficou conhecido como o Dia do Fico a data em que Dom Pedro 1º para dizer ao povo brasileiro que permaneceria no Brasil. Lula participa hoje do encerramento da 1ª Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, em Brasília. Após o evento, entretanto, Lula evitou confirmar o nome de Haddad. ´Eu disse que era o Dia do Fico porque os alunos começaram a gritar: ´fica!´ E eu tinha que dar uma resposta (para a platéia).´ No entanto, Lula afirmou que ainda tem tempo para montar seu novo ministério. ´Até 1º de janeiro, todo mundo é ministro. Depois vamos ver o que vamos acontecer.´ Nos bastidores, entretanto, Lula já indicou que pretende montar seu novo ministério até o Natal. O presidente assumiu a responsabilidade de montar a equipe ministerial do segundo mandato. Ontem, por exemplo, ele se reuniu com representantes do PMDB e do PTB. O PP já declarou que pretende ter três ministérios no novo governo Lula. Lula ainda negocia a montagem do novo ministério. Entre as diretrizes que o presidente deve co considerar nesse jogo-de-xadrez está a necessidade de reduzir o tamanho do PT no governo para ampliar o espaço do PMDB. Além disso, o presidente já teria indicado a vontade de trazer empresários de peso para o governo, como Jorge Gerdau. Experiência na pasta O ministro da Educação, Fernando Haddad, 43, que pode continuar no cargo no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a pasta no final de julho do ano passado, quando o então titular Tarso Genro saiu para ocupar a presidência do PT, no auge da crise do ´mensalão´. É formado em Direito pela USP, com mestrado em Economia e doutorado em Filosofia, pela mesma universidade. Sua carreira profissional revela uma trajetória, no mínimo, versátil. Foi professor de Teoria Política na FFLCH-USP, tradicional núcleo de pensadores de esquerda, e analista de investimentos do Unibanco, um dos maiores conglomerados financeiros do país. Também acumula passagens pela Secretaria de Finanças da Prefeitura de São Paulo e, antes de assumir a pasta da Educação, foi uma espécie de ´braço direito´ do então ministro Genro, como secretário-executivo do Ministério. Na secretaria-executiva, foi responsável pela articulação da reforma universitária, um dos últimos projetos a serem geridos pelo ministro Tarso Genro, que prevê, entre outros itens, a obrigatoriedade de serem repassados ao menos 75% das verbas de educação para as instituições federais. A proposta é alvo de críticas tanto do setor privado de ensino quanto de representantes das universidades federais e tramita no Congresso. Tem cinco livros publicados: ´O Sistema Soviético´, ´Em defesa do socialismo´, ´Desorganizando o consenso´, ´Sindicatos, cooperativas e socialismo´ e ´Trabalho e linguagem´.

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